História

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HISTÓRIA

 

O Ifet Alagoas - Campus Satuba é uma instituição de ensino que, de acordo com a Lei n° 8.948, e 08 de dezembro de 1994, está integrada a Rede Federal de Educação Tecnológica, funcionando como Autarquia vinculada ao Ministério da Educação. Dista cerca de 06 Km do início do perímetro urbano da capital do Estado, Maceió. A área física da Escola tem, aproximadamente 1.577.819 m2, sendo cortada pela BR-316 e por uma linha férrea da Rede Ferroviária Federal – RFFSA.

Dentre as atuais EAFs , é a 2ª mais antiga do Brasil, tendo sido fundada em 30 de agosto de 1911, quando Satuba ainda era um vilarejo, pertencente ao município de Santa Luzia do Norte.

Desde a sua fundação, até os dias atuais, a Escola teve várias denominações. No entanto, sempre permaneceu destinada a formar mão-de-obra qualificada, para atender à demanda do setor agropecuário do Estado de Alagoas, não só às indústrias do ramo, mas sobretudo, buscando melhorar a vida do homem do campo, através da disseminação de tecnologias que significassem aumento da produtividade e dos lucros, para as explorações agrícolas e zootécnicas das comunidades rurais.

A EAF de Satuba teve origem em 1905, quando, pelo Decreto n° 346, de 7 de outubro, do governador de Alagoas, Sr. Paulo Vieira Malta, a Usina Wanderley foi doada à Sociedade de Agricultura Alagoana. Sob a direção do agrônomo Miguel Guedes Nogueira, instalou-se aqui uma Estação Agronômica dotada de campo de experiência e demonstração e de um Posto Zootécnico. Preparava operários para os trabalhos de campo, para feitores e administradores de fazendas e também ministrava ensinamentos sobre os ofícios de pedreiro, carpinteiro. Sapateiro, ferreiro, entre outros.

Em 30 de agosto de 1911, por determinação do Decreto n° 8.940, a Estação Agronômica é transferida para o governo federal com o objetivo de ser transformada em Aprendizado Agrícola, também supervisionado e dirigido por Nogueira.

Em 1927 o Aprendizado volta à administração estadual, agora sob direção do Dr. João Castelo Branco, que o administrou até 28 de outubro de 1930, sendo substituído em 30 de janeiro de 1931 pelo agrônomo José Tupinambá do Monte.

Em 1934, o Aprendizado Agrícola é transferido para o Ministério da Agricultura e passa a ministrar os seguintes cursos: Básico, com duração de três anos: formava Capatazes Agrícolas; Rural, com duração de dois anos: certificava os concluintes como Trabalhadores Rurais; e o de Adaptação, com duração de seis meses, formava Trabalhadores Especializados.

Como Escola Agrícola, em 1947, passou a formar Mestres Agrícolas e em 1957, como Escola Agrotécnica,Técnicos em Agricultura. Em 1964, passa a se denominar Colégio Agrícola, ministrando exclusivamente o curso agrotécnico, admitindo somente candidatos que houvessem completado o curso ginasial.

A partir de 1969, deixam de existir os cursos e iniciação e de mestria, permanecendo, apenas o de Técnico em Agricultura. Com as mudanças ocorridas após a criação da antiga Coordenação Nacional do Ensino Agropecuário (COAGRI) houve a unificação nacional do título novo do curso, que passou a chamar-se Curso Técnico em Agropecuária.

Desde 4 de setembro de 1979, por força do Decreto n° 83.937, a instituição recebeu a denominação, corrente em todo o território nacional, para esse tipo de ensino, de Escola Agrotécnica Federal de Satuba. Por força da Lei n° 8.731, de 16 de novembro de 1993, a então EAFS foi transformada em Autarquia Federal.

A EAF de Satuba foi uma das 11 Escolas Agrotécnicas do Brasil, dentre as 36 existentes, autorizadas a apresentar projeto para a oferta de ensino superior. O ato inicial desta autorização foi o Parecer do Conselho Nacional de Educação, Câmara de Educação Básica, n° 14/2004, de 05/05/2004. Em 04 de outubro de 2004, o Senhor Ministro da Educação, Tarso Genro, homologou o Parecer 14/2004, favorável ao funcionamento dos Cursos Superiores de Tecnologia nas 11 Escolas Agrotécnicas Federais brasileiras sendo publica sua homologação no DOU do dia 05/10/2004.

No período de 30/03 a 1°/04/05, uma comissão de especialistas do MEC visitou a EAFS para verificar in loco as condições de oferta do Curso. A Comissão recomendou ao Ministro da Educação o funcionamento do curso com Conceito B. Em 05/05/2005 o Ministro de Estado de Educação, Tarso Genro, assinou a Portaria MEC n° 1.519, autorizando o funcionamento do curso. No dia 05 de maio de 2005, o DOU, publicou a Portaria de Autorização de funcionamento do curso.

Em 29 de dezembro de 2008, através da Lei n° 11.892 do presidente Lula, passou a ser o Campus Satuba e integra, juntamente com os campi Maceió, Marechal Deodoro, Palmeira dos Índios, Piranhas, Arapiraca e Maragogi - os três últimos em fase de implantação - o IFET/AL, cujo reitor é o professor Roland Santos Gonçalves. O diretor do Campus Satuba é o professor José Jonas de Melo Alves.


 

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